No início, os agentes pensaram tratar-se de uma brincadeira ou de uma fantasia infantil. Mas a insistência da criança fez com que fossem verificar.“Ele está debaixo do soalho… foi o próprio papá que me contou”, disse ela, abraçada ao seu ursinho de peluche.
Intrigados, os polícias foram até à morada indicada. A mãe, visivelmente nervosa, tentou afastar as suspeitas, dizendo que o marido estava em viagem de negócios e que regressaria em breve. Mas nenhum vizinho o via há mais de uma semana. Não havia registos de voo em seu nome, nem contactos de trabalho recentes.

Quando a menina apontou para uma parte do chão da sala recém-remodelada, os polícias decidiram abrir o soalho, apesar das protestos da mãe.E foi aí que o silêncio se quebrou com um grito:
— Encontrámos… um corpo!
Debaixo das tábuas estava o cadáver do homem, embrulhado em plástico e escondido entre o isolamento. A autópsia mais tarde revelou que tinha morrido de um forte golpe na cabeça. Durante uma discussão, a esposa tinha-o atingido, e aproveitou as obras para ocultar o crime.

Ninguém suspeitara. Os trabalhadores pensaram que era apenas parte da renovação.
Mas a filha… a filha sabia. Em sonho, o pai tinha-lhe aparecido e sussurrado:
— Estou debaixo do piso. Conta-lhes.
E ela contou.

